tome os fios da meada do meu karma e minha mente perturbada por lembranças que abrem os pontos entre os conjuntos de dores antigas e cura-me

como um homem sedento bebendo da fonte depois de três anos no deserto da própria solidão e como uma borboleta que estica suas asas pela primeira vez dê-me uma nova perspectiva

leve o fardo do meu passado dos meus ombros e acenda a primeira vela no buraco infindável mais escuro que já ousou existir na terra e acenda em mim uma nova luz

como um coração como o seu pode amar um coração como o meu? como eu vivi antes? como pude ter sido tão cega?

você abriu meus olhos

e curou-me, curou-se, curou-me

você era o único partido em pedaços mas eu quem fui restaurada

roube o silêncio no pé do meu ouvido com tua voz tão cadenciada e os momentos que viverei sem você que me assombram e dê-me fôlego outra vez

lembro de estar caída com o joelho ralado aos 7 anos e ainda sim eu ria ria e ria porque a queda foi tão eufórica que eu cairia de novo só pela adrenalina do cair

e eu estou caindo por você
caindo

ca
     in
         do

e eu não me importo com os ralados que meus joelhos poderão sofrer porque estou eufórica com a cor de céu pincelado dos teus olhos

e derrame em mim teus medos e teus risos e tua vida inteira e banha-me nas graças da tua existência

e cura-me
ama-me
torne-nos dois.

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